GPT-5 chegou com promessas, polêmicas e a importância da revisão humana

13 de agosto de 2025
Por Sabrina Scarpare

A OpenAI abriu o mês de agosto com um anúncio que estava sendo aguardado há meses: o lançamento do GPT‑5. Apresentado como um salto significativo em inteligência artificial frente aos modelos anteriores, o novo sistema ganhou palco em uma demonstração ao vivo pelo YouTube, onde a equipe mostrou recursos, métricas e reforçou a ambição de torná-lo o novo padrão do ChatGPT. Na prática, a promessa é clara: respostas mais rápidas e úteis no dia a dia, desempenho de ponta em codificação, matemática, escrita, saúde e percepção visual, além de um sistema de raciocínio que alterna entre uma resposta “rápida” e um modo de “pensar” mais profundo quando a tarefa realmente exige.

Segundo a própria OpenAI, esse mecanismo de roteamento permite uma eficiência notável: nas avaliações internas, o GPT‑5 em modo de raciocínio superou o modelo o3 usando de 50% a 80% menos tokens de saída em tarefas como raciocínio visual e resolução de problemas científicos de nível avançado. Ao mesmo tempo, a empresa sustenta que o novo modelo é menos propenso a “alucinar” e comunica melhor suas limitações, ainda que recomende (com razão) não substituir profissionais em áreas sensíveis como saúde e direito.

O entusiasmo do lançamento, porém, veio acompanhado de um debate necessário, com diversas reclamações de usuários.

Logo após a chegada do GPT‑5, multiplicaram-se relatos de usuários apontando diversos erros em certos cenários, o que gerou comparações com o modelo GPT‑4 e pedidos para manter o acesso a versões anteriores.

Um dos exemplos em que o modelo “alucina”, se confunde, exagera certezas e produz respostas imprecisas virou até piada; que foi a forma como ele entregou a lista de presidentes dos Estados Unidos, com datas trocadas, nomes errados e fotos de pessoas que não existem, o que para muitos soou como algo perturbador. Ao ler essa informação, eu fiquei tão curiosa sobre a resposta do GPT-5 com essa lista dos então presidentes americanos, que fui atrás desse post para trazer aqui para vocês, meus leitores. Vejam só e tirem suas conclusões!

Crédito: X de Piotr Pomorski

Ri de nervoso!

A questão que aqui fica e que não podemos esquecer, jamais, é que: se você produz conteúdo usando a IA, trate-a como um excelente primeiro rascunho, que é entregue sempre de forma rápida e versátil por qualquer modelo que usar, e mantenha a revisão humana como uma segunda etapa inegociável.

Revise, refine, releia, reescreva.

Antes de publicar qualquer informação, passe um pente‑fino nos pontos que mais geram tropeços: nomes próprios, cargos, datas, números, citações e estatísticas. Sempre que possível, confirme informações em pelo menos duas fontes primárias ou oficiais. Ao trabalhar com a IA, deixe as instruções explícitas: peça apenas afirmações verificáveis, solicite que o modelo destaque incertezas e reduza a criatividade quando o objetivo é precisão.

Para temas de alto risco, peça uma segunda, terceira, quarta leitura especializada. Não tenha preguiça de pedir. E, no fechamento, faça um “teste de estresse” editorial: leia seu texto como um cético, procure contradições, peça à própria IA para apontar possíveis imprecisões e revalide os trechos críticos. A transparência no seu trabalho também ajuda a construir confiança e mostra respeito ao seu leitor.

O GPT‑5 inaugura uma fase interessante que é mais velocidade, mais fôlego de raciocínio e um ecossistema que se integra cada vez mais ao nosso trabalho cotidiano.

Porém, a responsabilidade é sempre de quem publica. Portanto, entre promessas e controvérsias dos novos modelos que surgem a cada dia, a melhor prática continua sendo a mesma: usar a IA a nosso favor, sem abrir mão de método, fontes, revisão e do bom storytelling.

Isso permite que ela renda textos melhores, mais responsáveis e verdadeiramente úteis para quem lê. No fundo, por mais que as pessoas busquem apoio em máquinas, o que realmente as toca e as transforma são histórias reais, carregadas de significado, emoção e humanidade.

 ☺️

Até breve!

Obrigada por chegar até aqui 🙂

Sou Sabrina Scarpare, jornalista com MBA em Gestão de Mídias Sociais e Digitais. Falo sobre comunicação, storytelling, criação de conteúdo, marketing de conteúdo, IA e amo contar histórias. Trabalhei na imprensa durante 15 anos (rádio, televisão, assessoria de imprensa, revista impressa, jornal impresso) e há quase 6 anos migrei para o digital para fazer parte da revolução da IA na comunicação & storytelling. Tenho clientes no Brasil e em outros países e sigo revolucionando a contação de histórias com IA.