Cursos online vão morrer em 2026

Ou, pelo menos, do jeito que a gente conheceu até aqui

26 de janeiro de 2026
Por Sabrina Scarpare

Não é segredo que a IA está avançando., mas talvez você ainda não tenha olhado para isso do ponto de vista de quem constrói marca através de conteúdo.

Hoje, a IA já consegue:

🔹Replicar o conteúdo de praticamente qualquer curso

🔹Ajustar explicações ao nível de conhecimento do usuário

🔹Criar exemplos específicos para cada contexto

🔹Responder dúvidas 24 horas por dia

🔹Gerar exercícios personalizados

🔹Simular cenários reais de aplicação

E os modelos mais recentes já integram texto, imagem, áudio e vídeo. Isso nos leva a uma conclusão desconfortável, porém inevitável: conteúdo empacotado, como a gente conheceu até aqui, está com os dias contados.

Sabe aquele curso com 40 aulas gravadas, hospedado numa plataforma, vendido como solução definitiva? Já não é mais a melhor estratégia.

O infoprodutor, o criador de marca, o fundador que usa conteúdo como ativo precisa aceitar uma coisa: esse modelo ficou defasado. Eu mesma, até o ano passado, vendia curso online. Vendi muitos. Hoje, a entrega do meu trabalho é completamente diferente. Mas mudar não é abandonar tudo… é evoluir na Era da IA. E antes que você pense o contrário: eu sei, nem tudo é IA (ainda bem!).

Existem coisas que ela não consegue substituir e é exatamente aí que mora a vantagem competitiva das marcas nos próximos anos.

As 4 coisas que a IA não consegue substituir

1. Confiança: A IA pode me ensinar qualquer coisa, mas ela não cria vínculo emocional. Quando eu escolho seguir uma marca, comprar de alguém ou me engajar de verdade, não é só pela informação. É porque eu confio, conheço a história, os valores, o jeito de pensar.

Confiança não se automatiza.

Ela se constrói com presença, consistência e humanidade. Mostrando o rosto. Compartilhando erros, dúvidas e bastidores, não só a versão polida do sucesso. É por isso que eu escrevo aqui toda semana. Antes de querer 100 mil seguidores, pense em ter 300 ou 500 pessoas que confiam em você e prestam atenção quando você fala.

A IA não faz isso.

2. Comunidade: Você pode aprender qualquer coisa com a IA, mas ela não te coloca numa sala, virtual ou física, com outras pessoas vivendo os mesmos desafios.

Comunidade é pertencimento.

Marcas que criam senso de comunidade não vendem só conteúdo, elas criam um espaço onde as pessoas querem estar. E isso, de novo, não se automatiza. A IA pode apoiar, mas quem cria comunidade é você.

3. Experiência humana: A IA pode entregar um plano perfeito, mas ela não te liga no meio da semana para perguntar se você aplicou.

Isso é mentoria, acompanhamento, consultoria. Humano com humano.

A maioria das pessoas não trava por falta de informação. Trava por medo, insegurança, perfeccionismo e dificuldade de aplicar teoria genérica na própria realidade. Isso não se resolve com mais conteúdo. Se resolve com presença.

4. Cobrança: Conteúdo educativo falha, na maioria das vezes, não por ser ruim, mas por não gerar ação.

Sem compromisso, sem prazo, sem alguém cobrando, nada acontece.

Estruturas de cobrança mudam comportamento. Check-ins, metas, compromissos públicos, acompanhamento real. Quando alguém sabe que vai ter que prestar contas, ela faz. Quando faz, tem resultado. E quando tem resultado, permanece.

A IA não cobra ninguém.

Por que estou falando tudo isso

Porque isso não é teoria. Eu mesma estou vivendo essa transição agora, na prática.
Minha própria marca está saindo do modelo clássico de cursos e conteúdo empacotado para algo completamente diferente. Cursos funcionaram por anos. Funcionaram muito bem.
Mas insistir nesse formato hoje seria como vender mapa de papel na era do GPS.
Então eu decidi integrar a IA no meu negócio e não competir com ela.
E recomendo que você faça o mesmo.

O novo modelo, na prática

O modelo antigo: Conteúdo empacotado, pouca interação humana, lançamentos periódicos, escala baseada em produzir mais conteúdo.

Resultado: muita concorrência, baixa aplicação, receita instável.

O modelo novo:

Base: Conteúdo aberto que constrói confiança. Histórias, newsletter, vídeos, posts. Consistência. Clareza de pensamento. Sem pedir nada em troca.

Camada 1 – Comunidade: Um espaço vivo de troca. Calls, grupo ativo, suporte contínuo. Receita recorrente e relacionamento de longo prazo.

Camada 2 – Mentoria ou consultoria: Acompanhamento real, análise de casos específicos, cobrança. Menos clientes, mais valor.

Camada 3 – Serviço ou projeto: Quando você faz junto ou faz por eles. Alto impacto, alto envolvimento. Menos volume, mais profundidade e transformação real.

O que fazer com isso agora

Algumas provocações finais:

🔹Se o principal ativo da sua marca ainda é conteúdo empacotado, o sinal amarelo já acendeu. Você não vai jogar tudo fora (óbvio), mas precisa repensar o próximo passo (e rápido).

🔹Se você cria conteúdo para marcas, essa conversa precisa entrar nas suas estratégias. Muitos modelos estão vulneráveis e você pode ser quem ajudará o seu cliente a redesenhar.

🔹Se você está (re)começando agora, melhor ainda. Dá para nascer já no modelo que faz sentido para 2026.

A verdade que ninguém gosta de ouvir

O mercado não se importa com o esforço que você fez no passado, ele responde ao valor que você entrega hoje. Você pode insistir no modelo antigo e ver sua relevância diminuir aos poucos (vivi isso na pele), ou pode se reposicionar agora, enquanto a maioria ainda está confortável e evitando a IA.

Se essa conversa fez sentido pra você, eu te convido a fazer parte da comunidade Narrativas de Marca & Negócios com IA no WhatsApp. Lá eu também compartilho informações importantes para o seu negócio, só o que realmente importa, combinado? Se você quer fazer parte, clicar aqui para entrar na comunidade.

Última coisa (e não menos importante): se você quer integrar a IA de forma estratégica ao seu negócio, seja criando um agente de IA para escalar seu método, desenvolver um Clone de IA ou estruturar soluções inteligentes para os seus clientes, eu posso te ajudar. Manda e-mail para sabrinascarpare@gmail.com que a gente conversa com calma.

Até breve!

Obrigada por chegar até aqui 🙂

Eu sou Sabrina Scarpare, jornalista, consultora, mentora de marcas pessoais e escritora da newsletter Comunicação & IA (inteligência artificial). Toda semana, envio na sua caixa de e-mails informações atuais sobre o tema para te ajudar na clareza da sua comunicação e ficar por dentro dos assuntos sobre marcas, narrativas e IA.  

Vamos juntos!